Hipermobilidade Articular

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Hipermobilidade Articular:
Bruxismo, Condropatia De Patela e Lesão No Esporte.

Hipermobilidade é um termo utilizado para descrever a capacidade do individuo em utilizar suas articulações além da faixa normal da amplitude de seus movimentos.

Esta condição é devido a um defeito genético da síntese e estrutura do tecido conjuntivo, (colágeno) e tecido elástico. Pode também  acometer o tecido ósseo.

A redução de sua elasticidade, ou seja, hiperestensibilidade tem como consequência em vários casos o desencadeamento de lesões de músculos, ligamentos, tendões, capsulas e tecidos ao redor das articulações e da coluna vertebral.

Ela presente na população com maior frequência do que se imagina, da ordem de até 40 %,  mais comum na infância e adolescência. Entretanto, ela pode acometer o individuo em qualquer idade, incluindo os idosos, sendo o sexo feminino mais acometido.

A hipermobilidade pode não ter consequências medicas; porem em muitos indivíduos, ela é responsável por várias lesões de suas estruturas ao longo dos anos, podendo inclusive prejudicar a sua qualidade de vida.

Ela foi inicialmente reconhecida em 1967, ao se tentar relaciona-la com doenças degenerativas precoces e, hoje se sabe que se encontra entre as principais causas da osteoartrose.

Somente  em 1982, foram definidos os seus critérios diagnósticos, ou seja, aproximação passiva dos polegares sobre a região anterior do antebraço,  hiperextensão dos dedos das mãos ate que fiquem paralelas a região dorsal do antebraço, hiperextensão dos joelhos e cotovelos e, flexão da coluna mantendo os joelhos estendidos até encostar a palma das mãos no chão.

Nem todas as articulações estão comprometidas, e quando presente pode causar dor aguda ou dor crônica em longo prazo.

A recuperação das lesões ocorre de uma forma mais lenta do que o normal, entretanto, porem alguns pacientes não se recuperam totalmente, e outros apenas parcialmente.

A medida que continuam lesionando varias partes   de seu aparelho locomotor ao longo dos anos estas estruturas com reduzem a sua mobilidade, com comprometendo de cartilagens e estruturas da coluna vertebral como os discos intervertebrais, ligamentos entre outros, prejudicando a sua capacidade funcional.

A hipermobilidade articular também impacta em atividades cotidianos, como esportes e trabalho.   A prática de exercícios físicos tem sido recomendada como um dos fatores para a manutenção da saúde. Estes são obviamente realizados por atletas e frequentadores das academias. Entre os atletas verifica-se uma maior incidência de lesões musculo ligamentares em praticantes de várias modalidades em especial vôlei, basquete, ginástica olímpica e outros. A sua prevalência neste grupo é de 7,6% do mesmo.

Trazendo esta situação para a prática médica diária, tenho observado alta incidência desta lesões em usuários de academias, com impacto sobre as articulações, como torções, lesões e rupturas em tendões, ligamentos, músculos e articulações, principalmente nos ombros, joelhos e tornozelos. A coluna vertebral também é acometida, com alta incidência de lombalgias. Portanto, é essencial o desenvolvimento de um método de preparação física, com o objetivo de reduzir a incidência dessas lesões, muitas vezes necessitando contraindicar exercícios de impacto.

A hipermobilidade, também se faz presente em trabalhadores de várias áreas, bem como em donas de casa, e suas auxiliares nos vários afazeres domésticos.

Quando não diagnósticas e não instituído medidas de prevenção podem resultar em doenças ocupacionais, prejudicando a saúde no lar, trabalho e produtividade.

Na minha pratica médica diária, nos últimos 45 anos tenho observado duas situações que me preocupam e podem estar correlacionadas com a hipermobilidade articular.

A primeira é a lesão da cartilagem da rotula do joelho, que consiste em uma espécie de seu amolecimento, (condromalacia de patela), muito frequentes, que se caracteriza por inchaço abaixo da rótula, dor constante no seu meio, dor durante uma corrida, ao descer ou subir degraus e, ao ficar muito tempo sentado, que ao não diagnosticada e orientada precocemente podem levar a indicações cirúrgicas.

A outra corresponde a disfunção temporomandibular, conhecida como DTM que acomete cerca de 40% da população mundial e, se manifesta na maioria das vezes por bruxismo, com dor difusa nos tecidos da cabeça, face, pescoço e de estrutura da cavidade oral.

A DTM é uma manifestação importante que chama atenção para a presença da fibromialgia e dor miofascial. Em ambas, os pacientes relatam entre os seus sintomas cefaleia, fadiga crônica, sono não reparador, o que inclui a insônia, dores generalizadas, que inclui a coluna cervical e lombar, TPM, diminuição ou ausência da libido, prejuízo da memoria entre outros. Transtornos de ansiedade e depressão podem estar presentes e agravam ou desencadeiam estas manifestações.

Em conclusão o diagnostico da hipermobilidade articular requer que o medico faça um histórico, com todos os antecedentes, um exame físico e do aparelho locomotor minucioso para que possa diagnósticar, orientar e prevenir as suas consequências.

https://www.facebook.com/jose.goldenberg.7/videos/1824781814407848/

 

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A terapia biológica representa o maior avanço em termos de tratamento da artrite reumatoide. Essas drogas possuem eficácia comprovada, porem não destituídas de efeitos colaterais.  Elas devem ser prescritas para aquele paciente que não respondeu ao tratamento convencional, particularmente com o metotrexato, não dispensando em muitos casos a prescrição concomitante dos antinflamatórias não hormonais e os corticoides.

Infelizmente no Brasil este avanço não alcança boa parte dos doentes. Entre os motivos, está a facilidade em se obter drogas antinflamatórias e corticoides, sem prescrição médica, bem como o difícil acesso a médicos, particularmente o reumatologista, o que contribui para retardar o seu diagnóstico e tratamento com consequências imprevisíveis, com impactos cardiovasculares como: infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral e ainda redução da expectativa de vida com precoce aumento da mortalidade.

Leia mais:

 Terapia Biológica da Artrite Reumatóide – REVISÃO 2016

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A artrite reumatoide é uma doença sistêmica ligada a autoimunidade que incide em 1% da população, acometendo particularmente as articulações, podendo promover deformidades comprometendo a sua função.  A obesidade é um problema sério de saúde pública mundial que se associa a muitas doenças crônicas, incluindo hipertensão arterial, diabetes, doenças coronárias e câncer.

Estudos vêm demonstrando que a obesidade e o sobrepeso desencadeia um processo inflamatório generalizado com o aumento do risco de desenvolvimento da artrite reumatoide. Ela também contribui para uma evolução mais agressiva da doença, bem como com a diminuição da eficácia do seu tratamento.

O impacto desta da   cirurgia bariátrica em doenças inflamatórias sistêmicas, como a artrite reumatoide não havia ainda sido estudado. Mas os estudos recentes têm demonstrado que a perda de peso, melhora e ajuda a controlar as doenças crônicas acima citadas.

Em trabalho realizado na Escola de Medicina de Harvard, Boston, USA, por Jeffrey Sparks et col., publicado em dezembro de 2015, na Revista Arthritis Care & Research, concluiu-se que os pacientes portadores de artrite reumatoide, submetidos a cirurgia de obesidade apresentaram uma redução da inflamação articular, bem como melhora dos marcadores inflamatórios no sangue e, uma importante redução do uso de medicamentos.  Logo, a perda de peso é um fator importante na estratégia terapêutica da artrite reumatoide, pois, além de reduzir a atividade inflamatória, melhora a eficácia dos medicamentos, melhora as provas metabólicas, bem como, melhora a disposição dos doentes para a atividade física.

Portanto, procure um reumatologista, o clinico do aparelho locomotor, profissional preparados e especializado para o diagnóstico e tratamento da artrite reumatoide.

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Terapia biologica na artrite reumatoide:
qual a melhor opção na falha de um anti-TNF

DAS-28 / anti-TNFPara pacientes com artrite reumatoide que no seu tratamento utilizaram um dos agentes  anti-TNF (etanercept, adalimumab, infliximab, certolizumab) em que não houve resultado.

Em Estudo realizado com 292 pacientes pelo pesquisador  Jacques-Eric Gottenberg, MD, PhD, no Centro de Doenças  Sistemicas Autoimunes em  Strasbourg, França em que houve falha do anti-TNF dos quais 38 pacientes apresentavam anticorpos anti-TNF,  foram utilizados em um grupo agentes como: abatacept, rituximab e  tocilizumab que possuem mecanismos de ações distintos dos anti-TNFs  e em outro grupo um segundo anti-TNF por um período de 48 semanas.

Em conclusão: os estudos demonstraram  que a substituição de um agente anti-TNF por outro agente com mecanismo de ação distinto, promoveu melhores resultados no controle da inflamação, medido pelos índice convencionais. Como o DAS-28.

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GotaUm estudo publicado no Annals of the Rheumatic Diseases em agosto de 2015 avaliou o risco do aparecimento de gota em pacientes portadores de psoríase e artrite psoriática.

Foram avaliados 27.751 homens e 71.059 mulheres portadores de psoríase ou artrite psoriática. Foram documentados 2217 casos de gota.

Os pacientes portadores de psoríase apresentaram um aumento do risco em desenvolver gota. Este risco foi maior ainda nos pacientes portadores de artrite psoriática.

Sendo assim temos que passar a nos preocupar com controle dos níveis de ácido úrico nos pacientes portadores de psoríase e artrite psoriática salientam os reumatologistas Jose Goldenberg e Evelin Goldenberg, da Clinica Goldenberg, São Paulo.

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OSTEOARTROSE-de-MAOSUm estudo publicado no Annals of the Rheumatic Diseases em agosto 2015 demonstrou que exercícios foram bem tolerados e melhoraram a performance para atividades rotineiras, força de preensão e a dor em mulheres portadoras de osteoartrose de mãos.

Este artigo é extremamente importante pois demonstra a importância dos exercícios no tratamento da osteoartrose de mãos além do tratamento medicamentoso, alertam os reumatologista Jose Goldenberg e Evelin Goldenberg, da Clinica Goldenberg, São Paulo.

 

Leia mais: OSTEOARTROSE

 

 

 

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Mãos Rigidez matinalA Rigidez Matinal é sintoma muito comum que pode prejudicar os movimentos e a função  articular  ao levantar da cama, ou mesmo se manifestar durante a madrugada.  Acomete principalmente as pequenas articulares das mãos, com duração de minutos a horas.  A valorização deste sintoma requer um exame clinico, visto que pode estar presente entre outros em doença não inflamatória, como a osteoartrose, ou ser a manifestação inicial de uma doença reumática, como a artrite reumatoide, ou lúpus eritematoso sistêmico. Em outras situações como a menopausa.

A presença de rigidez matinal, juntamente com fadiga é muitas vezes mencionada como um dos primeiros sintomas de artrite reumatoide.  Portanto, rigidez matinal é geralmente avaliada no processo de diagnóstico diferencial dos pacientes com queixa de artralgia (somente dor articular) ou artrite.

Os dados científicos sobre o valor diagnóstico deste sintoma são surpreendentemente escassos. Na literatura foi mencionado que a rigidez matinal é um sintoma fraco e de pouca relevância para o diagnóstico diferencial  de artrite reumatoide e outras doenças reumatologias. Estas conclusões foram baseadas em dois estudos, com amostras relativamente pequenas.

Este sintoma não mais faz parte dos critérios diagnósticos da artrite reumatoide do Colégio Americano de Reumatologia 2010 (ACR) / European League Against Rheumatism (EULAR), quando anteriormente faziam parte dos critérios de classificação para a artrite reumatóide nos anos de 1958 e 1987. Embora seja conhecido que a rigidez matinal está associado com a atividade da doença, incapacidade funcional e perda de trabalho  na artrite reumatoide, não esta determinado se a rigidez de manhã é um fator de risco para uma doença mais grave refletida por danos estruturais ou persistência da doença.

Em conclusão: estudos recentes tem demonstrado que a incorporação de rigidez matinal no processo de diagnóstico de sintomas comuns na prática diária é valiosa. A duração da rigidez matinal de 30 minutos deve ser valorizada.

Procure o reumatologista ao apresentar sintomas de rigidez matinal, pois, o diagnóstico precoce permitirá um tratamento adequado.

Leia mais: Artrite Reumatóide

Leia mais: Lúpus

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A doença reumática não esta restrita apenas ao sistema musculoesquelético, ela pode também estar associada a manifestações em outros órgãos e sistemas, incluindo as manifestações oculares.

Os Olhos e a Doença ReumaticaEstas manifestações podem ocorrer em todas as estruturas dos olhos, desde o comprometimento da conjuntiva, ou seja, uma simples conjuntivite até da retina ou do nervo ótico, que pode desencadear a cegueira. O envolvimento oftalmológico nas doenças reumáticas é frequente.

Nas doenças reumatologicas o acometimento dos olhos é frequente, e, em proporções variáveis segundo a doença de base e, em alguns casos, essa pode ser a primeira ou a única manifestação da doença, o que dificulta muitas vezes o seu diagnóstico e requer conhecimento e cautela. A salientar que em apenas 40% a 50% das inflamações oculares é possível estabelecer o diagnóstico de uma doença sistêmica, entre elas as reumáticas.

O reumatologista é um dos especialistas que tem conhecimento das diferentes manifestações inflamatórias oculares e dos possíveis diagnósticos diferenciais para cada uma delas, o poderá permitir a realização de um diagnóstico no menor tempo possível permitindo a instituição de um tratamento mais adequado melhorando o prognóstico visual, além da sobrevida desses  pacientes, visto que algumas lesões oculares expressam a gravidade da doença, como por exemplo, nas vasculites sistêmicas dos grandes vasos ou doença de Behçet que pode estar presente em 70% a 80% dos casos.

Elas ocorrem num grande número de doenças reumatológicas diferentes, entre elas: artrite idiopática juvenil, doenças autoimunes (artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, esclerodermia sistêmica progressiva, síndrome de Sjogren), vasculites (periarteritre nodosa, arterite de células gigantes, doença de Wegener), espondiloartropatias associadas ao HLA-B27 (espondilite anquilosante, artrite psoriásica, artrite reativa, artrite das doenças inflamatórias intestinais), doenças metabólicas, como a gota.

As principais inflamações oculares presentes nas doenças reumatológicas são: esclerite (inflamação daparte branca do olho, parede externa), uveíte (inflamação da  úvea, que  é constituída por três estruturas a íris, o corpo ciliar e a coróide) e lesão na periferia da córnea (estrutura transparente anterior do olho).

 

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O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sinais e sintomas podem se manifestar em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) com períodos de atividade e de remissão.

É uma doença que acomete predominantemente mulheres em idade fértil. Entretanto, a gravidez nas lupicas carrega um risco materno-fetal mais elevado em comparação com a gravidez em mulheres saudáveis. Assim, uma abordagem multidisciplinar com acompanhamento pelo reumatologista e o obstetra é necessário para que ocorra uma gestação a bom termo para ambos, mãe e o filho.

Qual é melhor momento para engravidar?  Ao longo deste texto vamos responder esta duvida.

O que é Lupus?O ideal é que todas as gestações em mulheres com lúpus devem ser planejadas durante os períodos em que a doença esta fora de atividade inflamatória em pelo menos seis meses antes da concepção, visto que a mesma estando em atividade no momento da concepção é um forte indicador de complicações gestacionais, pois os estudos demonstram que nesses casos existe um risco de pelo menos 8% a 10% maior de complicações tais como, abortos, e mortalidade perinatal.  Apesar deste risco, a maioria das gestações resulta em nascidos vivos.

Antes de buscar uma gravidez, é necessário e essencial uma avaliação reumatologia e obstétrica com exames laboratoriais específicos, a fim de determinar qual o risco materno ou fetal.

As mulheres devem ser alertadas de que a suspensão do medicamento com a concepção irá aumentar o risco de reativar o lúpus e complicações na gravidez. Idealmente, as mulheres que consideram concepção devem ser mantidas em uso de medicações com o melhor perfil de segurança compatível com a gravidez.

A avaliação de risco do risco pré-concepcional em mulheres com LES deve incluir uma avaliação da atividade da doença e os órgãos e sistemas acometidos, bem como um estudo especifico e imunológico.

As pacientes devem ser conscientizadas que durante a gestação e no período pós-parto poderá ocorrer uma reativação da doença, particularmente em duas situações: doença ativa durante os seis meses antes da concepção, história de nefrite lúpica.

O acompanhamento médico dessas gestantes requer uma estreita colaboração entre um reumatologista e um obstetra experiente em cuidar de mães de alto risco. As mulheres devem ser avaliadas por um reumatologista para a atividade da doença pelo menos uma vez a cada trimestre, e mais frequentemente se eles tiverem LES ativo. A avaliação periódica da atividade da doença também deve ser continuada durante o período pós-parto.

Logo, se você é portadora de LES e esta pensando em gravidez, procure o reumatologista para orientação.

Leia mais: Lúpus

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A osteoporose é a principal doença ósseo metabólica da espécie humana e, na atualidade um dos problemas mais importante de saúde pública no mundo. Sua definição segundo a OMS (organização mundial de saúde) é:

“Doença esquelética sistêmica caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração de sua micro arquitetura o que promove aumento da fragilidade do tecido ósseo e maior susceptibilidade à fratura. Acomete mulheres, homens e inclusive crianças. É uma doença que pode ser diagnosticada precocemente, o que permite a sua prevenção.”

Existem dois tipos de osteoporose primária: a tipo 1 que, ocorre na pós menopausa, em mulheres entre 50-60 anos. E a tipo 2 acomete que mulheres após os 70 anos

A osteoporose secundária ocorre em decorrência a alguma doença, ingestão de medicamentos ou alguns hábitos de vida. Dentre elas, temos a diabetes, anorexia nervosa, doenças da tireoide, e da paratireoide, artrite reumatóide, deficiência de vitamina D, entre outras. Alguns medicamentos como o uso de crônico de corticoides, heparina, anticonvulsivantes bem como hormônios tireoidianos que também são encontrados em algumas fórmulas de emagrecer são responsáveis pelo aparecimento da osteoporose. O estilo de vida como abuso de álcool e café, tabagismo, imobilização prolongada, ingestão excessiva de proteínas e baixa ingestão de cálcio e vitamina D, também colaboram para o seu aparecimento.

Estes pacientes com osteoporose podem também apresentar queixas auditivas, muitas vezes não valorizadas por determinadas especialidades médicas. Estudo publicado em pacientes asiáticos no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, constatou que este pacientes com osteoporóticos apresentam um risco maior de 1,76 vezes de desenvolver a Surdez Súbita.

Segundo este estudo pacientes com osteoporose que apresentavam outras doenças como, diabetes, hipertensão arterial, doença renal crônica, tinham maior risco de Surdez Súbita. A grande maioria dos pacientes eram do sexo feminino (89,5%) e com mais de 50 anos de idade( 91%). Os autores observaram que quanto maior a gravidade da osteoporose, maior o risco de manifestar deficiências auditivas.

Em conclusão, os médicos não devem ignorar problemas de audição em pacientes com osteoporose, da mesma maneira que pacientes com osteoporose devem estar cientes e informar o seu médico se eles manifestam algum tipo de deficiência auditiva.

Procure o reumatologista, especialista em clinica médica e do aparelho locomotor.

 

Leia mais: Osteoporose em Mulheres e Homens