Artrite Reumatoide: o uso do Metotrexato

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O uso do Metotrexato pelo lado paterno pode prejudicar a gestação?

O metotrexato é uma medicação muito usada a mais de 50 anos no tratamento da artrite reumatoide e também em outras doenças inflamatórias. Embora existam alguns dados sobre a influência do metotrexato e outros medicamentos citotóxicos na fertilidade humana e na taxa de defeitos congênitos graves, principalmente da parte feminina, pouco se sabe sobre o seu resultado na gravidez, principalmente quando utilizado pela parte masculina. O objetivo deste estudo publicado na revista Rheumatology foi investigar se o uso do metotrexato pelo marido em baixas dose poderia apresentar um efeito desfavorável sobre o resultado da gravidez.

Para investigar este tema pesquisadores alemães realizaram um estudo observacional prospectivo ( ao longo do tempo), dos resultados de gestações em que o lado paterno estava em tratamento com metotrexato em baixas doses em torno do momento da fecundação.

O estudo incluiu 113 gestantes cujos maridos eram tratados com metotrexato em comparação a um grupo de 412 gestantes em que o marido não usavam o metotrexato ou outras drogas de potencial teratogênico.

Este estudo revelou que a taxa de defeitos congênitos significativos no grupo de gestantes, cujo esposo utilizou o metotrexato, não teve aumento no período gestacional, sem interferência no peso do feto ao nascimento, e nem no aumento da taxa de aborto espontâneo.

Embora os pais que pretendem ter filhos em que o marido faz uso de metotrexato em baixa dose, de acordo com este estudo não devam se preocupar com a possibilidades de seu filhos nascerem com defeitos congênitos, o estudo recomenda cautela, pois, não suporta a suspensão do metotrexato por três meses antes da fecundação.

Nos casos em que a medicação não pode ser suspensa por prejudicar o controle da artrite reumatoide não é razoável postergar a gravidez.

Artrite reumatóide e amamentação

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Artrite reumatóide e amamentação:
Mulheres que amamentaram podem ter risco
diminuído de desenvolver a doença!

Artrite reumatóide e amamentaçãoA artrite reumatoide é uma doença inflamatória que causa dor, inchaço, rigidez e perda de função das articulações prejudicando a qualidade de vida do paciente. Ela afeta mais as mulheres do que os homens. A sua causa exata é desconhecida, mas fatores genéticos, ambientais e hormonais tem uma influencia importante no desencadeamento e manutenção da doença.

Um estudo realizado na China, publicado na revista Rheumatology de alto impacto cientifico analisou os dados de mais de 7.300 mulheres, com idades entre 50 ou mais. Essas mulheres foram submetidas a um questionário sobre a saúde em geral, estilo de vida e o uso de pílulas anticoncepcionais. A maioria delas teve pelo menos um filho, e mais de 95% tinham amamentado por pelo menos um mês. Apenas 11 % delas usaram pílulas anticoncepcionais por um curto período de tempo.

A idade média para a primeira gravidez foi de 24 anos, sendo a idade média de diagnóstico da artrite reumatóide aos 48 anos. As mulheres que participaram deste estudo nasceram entre 1940 e 1950, antes da política do filho único, introduzida no final de 1970, e num momento em que o aleitamento foi mais prevalente. Na China, a amamentação é uma prática comum e muito mais difundida do que em muitos países ocidentais.

Observou-se que as mulheres que amamentaram tiveram a metade da probabilidade de desenvolver artrite reumatoide, quando comparadas a aquelas que nunca amamentaram. Constatou-se ainda que, as pacientes que mantiveram a amamentação por mais tempo, apresentaram menor seu risco de desenvolver a doença.

Embora o estudo tenha encontrado menor associação entre a amamentação e um menor risco de artrite reumatóide mais tardia, não ficou estabelecido uma relação de causa e efeito. Os pesquisadores não encontraram ainda nenhuma associação entre o uso de pílulas anticoncepcionais e o risco de artrite reumatóide.

Em resumo, o declínio na amamentação apoia a necessidade de realizar mais estudos prospectivos para examinar se existe uma maior incidência de artrite reumatóide no futuro. Essas descobertas têm implicações potencialmente importantes para as futuras taxas de artrite reumatoide entre as mulheres chinesas.

A associação entre amamentação e menor risco de artrite reumatóide em uma população diferente da chinesa reforça a necessidade de mais pesquisas para compreender os mecanismos hormonais envolvidos.

É indiscutível que a amamentação favorece a mãe e a criança sobre todos os aspectos clínicos e psicológicos. Este estudo mostra que amamentar reduz o risco da mãe desenvolver artrite reumatóide.

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A artrite reumatóide, doença atinge milhões de pessoas em todo o mundo pode estar a caminho da cura, através da genética.

Em amplo estudo genético publicado na revista NATURE, que envolveu cerca de 30 mil doentes, onde os pesquisadores compararam o DNA de pacientes com artrite com aqueles sem a doença e encontraram 42 áreas defeituosas que estão ligadas à doença.

Os pesquisadores, liderados pelo Prof. Plenge da Escola de Medicina de Harvard descobriram que uma dessas áreas produziu um ponto fraco que foi tratado com uma droga já existente que foi desenvolvida por tentativa e erro, ao invés de especificamente feita para corrigir o problema genético.

Este achado mostra que tais descobertas poderiam ser usadas para o desenvolvimento de novas drogas especificas que poderão compensar esses defeitos do DNA, podendo prover a cura para a doença. A esperança que se vê no futuro é uma alentadora oportunidade de usar os recursos genéticos para descobrir novos medicamentos para doenças complexas e devastadoras como artrite reumatoide e tratar ou mesmo curar a doença.

Alguns grupos de pesquisadores argumentam que a identificação de áreas de fraquezas genéticas para doenças complexas com o uso da tecnologia Single Nucleotide Polymorphisms (SNPs), não tem utilidade e que não há ainda evidencias cientificas suficientes de que silenciar os SNPs com drogas especificas, apenas aliviará alguns sintomas. Entretanto, o Dr. Plenge diz que o fato de terem descoberto uma droga estabelecida que trata os sintomas que aparecem numa particular área – SNP – para artrite reumatoide valida a abordagem genética.

O estudo encontrou SNPs em pacientes de artrite reumatoide e também em pacientes com certos tipos de câncer no sangue.

De acordo com a Profa. Jane Worthington, diretora do centro de pesquisa em genética em Manchester, esta observação sugere que drogas que estão sendo usadas para tratamento de câncer poderiam ser efetivas contra a artrite reumatoide e dessa forma poderiam se tornar um atalho para estudos clínicos. Atualmente, terapias tem sido desenvolvida na área do câncer podem abrir novas oportunidades para revisão da especificidade de certas drogas. Essa abordagem oferece um tremendo potencial e poderia ser de certa maneira usada para identificar drogas especificas para doenças complexas, não somente artrite reumatoide, mas diabetes, Alzheimer, doenças cardiovasculares.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

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Terapia imunobiológica endovenosa ou subcutânea para
Tratamento de Artrite Reumatóide
tem cobertura no novo rol da ans

Terapia Imunobiológica para tratamento de Artrite ReumatóideA partir de janeiro de 2014, os beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos terão direito a mais 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias.

A medida é resultado de consulta pública realizada pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e beneficia 42,5 milhões de consumidores com planos de saúde de assistência médica e outros 18,7 milhões consumidores com planos exclusivamente odontológicos.

Estas  novas incorporações foram anunciadas no dia 21 de outubro de 2013, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente da ANS, André Longo.

Terapia imunobiológica endovenosa ou subcutânea para tratamento de trite reumatóide (com diretriz de utilização)

Para os pacientes portadores de artrite reumatoide houve um grande avanço na cobertura no Rol 2014, ou seja, o tratamento, em âmbito ambulatorial, de artrite reumatóide, com base em drogas imunobiológicas, as quais são baseadas em anticorpos modificados de forma a agir sobre determinadas proteínas.

No caso da artrite reumatóide o medicamento age sobre uma proteína envolvida no processo inflamatório da doença.

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O médico necessita obrigatoriamente conhecer as doenças atuais ou já apresentadas pelo paciente, bem como os remédios em uso, ou que já utilizou. A prescrição de anti-inflamatórios deve ser extremamente criteriosa. Como todo remédio, os antiinflamatórios oferecem riscos……

Leia mais: Analgésicos e Anti-inflamatórios

 

 

Risco Cardiovascular na Artrite Reumatóide

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Risco Cardiovascular na Artrite Reumatóide:
A importância do diagnóstico antes e após os 65 anos.

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune complexa que acomete particularmente o aparelho locomotor, com diferentes manifestações clínicas incluindo a sua idade de início, visto que ela pode ser diagnosticada em qualquer idade.

Artrite ReumatóideDurante os últimos anos esta doença tem sido diagnosticada com idade de início entre 50 e 75 anos, sendo que a sua prevalência em mulheres acima de 65 anos de idade é de até 5% . Com o aumento da expectativa de vida da população a idade de 75 anos ou mais, passa a ter relevância clinica em razão do risco de surgimento de artrite reumatóide nesta faixa etária.

Pacientes com artrite reumatóide têm aumentado o risco para doença cardiovascular em aproximadamente 2 a 3 vezes. Sugere-se que ambos os fatores de risco cardiovasculares tradicionais, bem como mecanismos específicos da doença (por exemplo, inflamação sistêmica, alteração no sistema imunológico, e imunossenescência prematuro) contribuem para o risco cardiovascular global na artrite reumatóide.

No entanto, poucos estudos examinaram os riscos e determinantes de doenças cardiovasculares em subgrupos de pacientes com artrite reumatóide  em função da sua idade no momento do diagnóstico. Em um estudo de base populacional foi mostrado que o risco cardiovascular. absoluto de 10 anos em determinadas faixas etárias vaiaram substancialmente de acordo com a presença de fatores de risco cardiovasculares, entre pacientes com artrite reumatóide  de 60 a 69 anos de idade em relação aos pacientes sem fatores de risco.

Apesar de o risco cardiovascular absoluto no estudo de apenas 16,8%, o mesmo aumentou para 60,4%, quando havia a presença de fatores de risco cardiovascular conhecidos, como tabagismo, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, diabetes e obesidade. Em um recente estudo publicado no The Journal complementa estes resultados, examinando o efeito de fatores de risco da artrite reumatóide precoce sobre o risco cardiovascular, estratificados por idade desde o início da doença.

 

Artrite reumatóide: qual é a dieta ideal?

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Artrite reumatóide: qual é a dieta ideal?

Nos últimos anos tem havido uma série de estudos que buscam uma dieta ideal para os pacientes com artrite reumatóide que favoreçam o organismo quanto à proteção aos danos inflamatórios desencadeados pela doença e, favoreçam a melhora dos seus sinais e sintomas.

Até os dias atuais, os estudos revelam resultados conflitantes. Portanto, não existe uma dieta considerada ideal.

Artrite reumatoide é uma dieta equilibradaAssim sendo a melhor recomendação aos pacientes com artrite reumatoide é uma dieta equilibrada, principalmente à base de frutas, legumes, cereais integrais, e proteínas sem exagero (carnes magras e peixes).

Outros alimentos a serem incluídos são amêndoas, nozes, etc., que fornecem gorduras saudáveis.

Esses alimentos fornecerão ainda, vitaminas A, C e E, que podem ajudar a proteger o organismo contra os danos inflamatórios. Alimentos ricos em Omega-3 podem ajudar na melhora dos sintomas da doença, bem das doenças do coração. Um estudo publicado na revista Nutrition com 37 pacientes portadores de artrite reumatóide mostraram que a ingestão de ômega-3 (óleo de peixe), tem efeitos benéficos sobre a doença, diminuindo a inflamação. Ainda é importante para a saúde dos ossos o consumo de alimentos ricos em cálcio e suplementos de vitamina D.

Esses pacientes também apresentam outras doenças associadas, como por exemplo, a obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e osteoporose os quais deverão ser orientados com dietas apropriadas.

Em conclusão, pacientes com artrite reumatóide necessitam, alem do tratamento médico para controlar o processo inflamatório e a progressão da doença, de um nutricionista para orientar a dieta e um fisioterapeuta para orientar a atividade física.

Esses três profissionais permitirão que o paciente tenha uma melhor capacidade funcional e qualidade de vida.

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Manifestações Reumáticas na Sindromes Paraneoplasicas

Os tumores malignos que mais se associam as síndromes paraneoplásicas são: pulmonar, renal, gástrica, fígado, mamas, ovários. São doenças não hematológicas. Entretanto, temos as doenças onco-hematológicas relacionadas a manifestações reumáticas: leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e síndromes mielodisplásicas.

Manifestações Reumáticas na Sindromes Paraneoplasicas Essas doenças podem cursar com sinais e sintomas de manifestações reumáticas em articulações, músculos, vasos, pele e tecido celular subcutâneo em diversas proporções e, são denominadas de doença paraneoplásicas.

Entre as manifestações reumáticas associadas com neoplasias não hematológicas denominadas de manifestações reumatologicas paraneoplásicas temos: dermato-polimiosite, fascite palmar, esclerodermia, vasculites, paniculites,, fenômeno de Raynaud, poliartrite, artrite, osteoartropatia hipertrófica do pulmão, entre outras.

Um aspecto interessante é o fato de que muitas destas manifestações reumáticas precederem essas doenças e ainda que doenças reumáticas como a artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e síndrome de Sjögren estarem associadas a um maior risco de doenças onco-hematológicas.

Logo, essas manifestações e doenças associadas devem ser rapidamente identificadas pelo reumatologista e por clínicos, pois, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura.

Em conclusão: uma manifestação reumática pode indicar a presença de uma doença maligna.

 

Leia mais: Doenças reumáticas

 

Osteoporose: avanços terapeuticos.

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Osteoporose: avanços terapeuticos.

A terapia da osteoporose tem recebido muita atenção nos últimos anos.

Drogas como os derivados dos bisfosfonatos utilizadas amplamente têm mostrado efeitos colaterais importantes e perda da eficácia ao longo do tempo de uso. Dado do FDA (Food and Drug Administration) não recomenda o tratamento com a terapia com bisfosfonatos além de 5 anos, devido à falta de evidências sobre os benefícios adicionais quanto a prevenção de fratura para além desse período.

Uma nova geração de medicamentos que promove a anti-reabsorção óssea vem surgindo. Entre eles o denosumabe que é uma droga promissora. Na reunião anual da Sociedade Americana para Pesquisa Mineral e Óssea ( ASBMR ) 2013, foram apresentados estudos em que mostra que a terapia continua com essa droga aumenta a densidade mineral óssea (DMO) e reduz o risco de fratura em mulheres que utilizaram por um período de até 7 anos.

Ao apresentar os resultados de 7 anos na reunião ASBMR , os pesquisadores descreveram uma baixa das taxas de fraturas não-vertebrais já no 4 º ano de tratamento no grupo de longo prazo (2.343 pacientes ) que tinham recebido o tratamento denosumabe ao longo dos sete anos completos . Tal como o aumento na densidade mineral óssea (DMO) visto com denosumabe , houve uma redução constante da reabsorção do osso e uma diminuição na porosidade cortical , assim como um aumento na massa do osso e aumentos na força cortical e trabecular com o tratamento com esta medicação. O tratamento com denosumabe ao longo de até 8 anos foi associado com a redução persistente da remodelação óssea , continuo aumentos na DMO e baixa incidência de fratura.

Em conclusão: o denosumabe demonstrou benefícios significativos na terapia da osteoporose prolongada.

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Diabetes e Doenças Reumaticas:
O que voce precisa saber?

Diabetes e Doenças Reumaticas - manifestações musculo-esquéticasAs manifestações musculo-esquéticas acometem até 50% dos diabéticos independentemente do seu tipo, muitas das quais são mais restritas ao diabético mal controlado e podem indicar uma evolução menos favorável. Elas podem ocorrer nas mãos, ombros, cotovelos, pés, tornozelos e joelhos. Devido a amplitude do tema, vamos abordar somente algumas das mais comuns na clinica diária.

Nas mãos, o sintoma característico e a síndrome do túnel do carpo, onde a compressão do nervo mediano ao nível do punho provoca particularmente formigamento; contratura de “Dupuytren” que consiste no aparecimento de nódulos na região palmar que progride com deformidades em flexão dos dedos; e a tenossinovite dos flexores das mãos. Elas ocorrem em 20% dos casos.

Nos ombros, o sintoma característico é a capsulite adesiva que atinge 19% -20% dos diabéticos, levando o paciente a perda progressiva de sua movimentação com pouca dor, promovendo o que chamamos de ombro congelado.

Nos joelhos, a dor é referida em até 62% dos pacientes e afeta cerca de 20% dos diabéticos. A causa mais provável é o sobre peso e a obesidade, que ocorre em muitos diabéticos.

Por ultimo, a distrofia simpática diabética que se caracteriza por uma dor importante na maioria das vezes em queimação que afeta as mãos e os pés associadas a mudanças na pele, sintomas vasomotores (palidez, edema ou vermelhidão das mãos) acompanhada de redução de pelos.

A abordagem terapêutica dessas manifestações não difere dos não diabéticos. Ela deve ser realizada por uma equipe multiprofissional e multidisciplinar que envolva o endocrinologista, reumatologista e fisioterapeuta. Na maioria dos casos o controle é clinico e a indicação cirúrgica restrita.

 

Leia mais: O que são doenças reumáticas?

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