GotaUm estudo publicado no Annals of the Rheumatic Diseases em agosto de 2015 avaliou o risco do aparecimento de gota em pacientes portadores de psoríase e artrite psoriática.

Foram avaliados 27.751 homens e 71.059 mulheres portadores de psoríase ou artrite psoriática. Foram documentados 2217 casos de gota.

Os pacientes portadores de psoríase apresentaram um aumento do risco em desenvolver gota. Este risco foi maior ainda nos pacientes portadores de artrite psoriática.

Sendo assim temos que passar a nos preocupar com controle dos níveis de ácido úrico nos pacientes portadores de psoríase e artrite psoriática salientam os reumatologistas Jose Goldenberg e Evelin Goldenberg, da Clinica Goldenberg, São Paulo.

GOTA apresenta um aumento contínuo!Os níveis elevados de ácido úrico no sangue e nos tecidos são conhecidos por causar a gota –  doença reumática – devido ao acumulo de ácido nas articulações. Níveis elevados de acido úrico, também estão associados com os marcadores de síndrome metabólica, o qual é caracterizada pela obesidade, hipertensão arterial, açúcar elevado no  sangue elevado  e, níveis elevados de colesterol.

Um estudo realizado na Universidade de Washington de Medicina em St. Louis  e publicado em 07 de agosto de 2014, na  Nature Communications  sugere que o excesso de ácido úrico no sangue pode ter consequências desagradáveis, visto que dependendo de determinadas condições pode alterar o metabolismo normal.

O estudo mostrou que ácido úrico pode desempenhar um papel direto, como um possível  causador no desenvolvimento da síndrome metabólica.  O trabalho também mostrou que o intestino é um importante mecanismo de depuração  para o ácido úrico, abrindo  perspectivas para novas terapias com  potencial para prevenir ou tratar a síndrome metabólica e diabetes tipo 2

Novos estudos estão sugerindo que o  ácido úrico pode desempenhar um papel importante na causa da síndrome metabólica, um conjunto de fatores de risco que aumenta o risco de doença cardíaca e diabetes do tipo 2.

Os investigadores também observaram que o alopurinol e a droga padrão utilizada para a  redução da  produção de ácido úrico no organismo  mostrou efetividade  no tratamento de vários pacientes, reduzindo a pressão arterial e os níveis de colesterol total.

A exposição ao ácido úrico é impossível de evitar, porque é um subproduto normal da degradação e renovação das células do corpo. Mas não há evidências de que a dieta pode contribuir para os níveis de ácido úrico. Muitos alimentos contêm compostos chamados purinas que se decompõem em ácido úrico.

A utilização de alimentos  e refrigerantes adoçados a base de frutose também são prejudiciais, visto as  evidências sugerem que o metabolismo de frutose no fígado também aumenta  a produção de ácido úrico.

Assim sendo, o reumatologista ao tratar a gota obrigatoriamente tem que pesquisar a presença da síndrome metabólica, pois, esta pode ter consequências nefastas com infarto do miocárdio e o derrame (AVC).

Risco de gota é maior em pacientes com psoríase e artrite psoriática

Gota e pseudogota são as duas artropatias induzidas por cristais mais comuns.

A gota é causada por cristais de urato monossódico mono-hidratado; a pseudogota por cristais de pirofostato de cálcio e é mais  precisamente chamada de doença por pirofostato de cálcio.

Em um estudo prospectivo realizado entre 1998-2010,  com   27.751 homens e 71.059 mulheres em profissionais de saúde (  Health Professionals Follow-up Study-HPFS) e  Enfermeiras de Saúde (SNS) foram diagnosticados  2.217 casos de gota durante pelo menos 12 anos de seguimento.

Os autores verificaram que, em comparação com indivíduos sem psoríase, um risco aumentado  de desenvolver gota em 2 vezes naqueles com  psoríase cutânea  e de  5 vezes naqueles com  artrite psoriásica. Neste estudo, ainda foi observado o  pequeno risco de gota em portadores de  osteoartrite e artrite reumatoide.

Em conclusão, pacientes com psoríase com e sem artrite deverão ser avaliados para hiperuricemia e gota, sendo as duas patologias tratadas simultaneamente.

Fonte: Medscape Reumatologia

Gota e Disfunção Erétil

Gota e Disfunção Erétil

A gota é causada por depósitos de cristais de urato nas articulações e está associada com hiperuricemia. Ela é considerada uma artrite inflamatória crônica, comum em homens com mais de 40 anos. Os cristais de urato monossódico podem causar inflamação da articulação com dor, inchaço, calor e por vezes rubor. O componente inflamatório da doença está também ligado a fatores de risco para doença cardiovascular e arterial coronariana. O padrão ouro para comprovação de seu diagnóstico é a detecção dos cristais de urato monossodico no liquido sinovial. Ainda pode ser comprovada pela tomografia computadorizada de dupla energia.

A disfunção erétil (DE) não é habitualmente diagnosticada na gota, visto que é pouco explorada pelos reumatologistas e também porque os pacientes não mencionam este problema, por falta de consciência sobre esta associação. Os homens não costumam relatar queixas sexuais, segundo os autores.

Entretanto, a DE é mais comum em homens que sofrem de gota, de acordo com um estudo apresentado no Congresso da Liga Europeia Contra o Reumatismo (EULAR- junho – 2014).

O estudo envolveu 201 homens com idades entre 18 e 89 anos que apresentavam queixa reumatologicas, entre agosto de 2010 e maio de 2013. Destes, 83 eram portadores de gota.
Os participantes deste estudo preencheram um questionário de saúde sexual em homens que avalia a capacidade de ter uma ereção, a firmeza da ereção, a capacidade de penetrar o suficiente para a relação sexual e satisfação sexual.

Uma porcentagem significativamente maior de pacientes com gota teve DE em comparação com pacientes sem gota (76% vs 52%). Além disso, significativamente mais homens com gota tinha DE grave vs homens sem a gota (43% vs 30%).

A presença de DE foi significativamente mais frequente em pacientes com gota com 65 anos ou mais de idade, em comparação com os homens da mesma idade sem gota e estes mais propensos a ser grave. Os estudos mostraram que a disfunção erétil esteve mais relacionada a idade, obesidade, hipertensão arterial, nível de colesterol de baixa densidade (LDL), comprometimento renal e depressão. Esses resultados indicam que todos os homens com gota devem ser alertados e tratados quando necessário para DE. Aumentar a conscientização de médicos e pacientes permitirá o tratamento para essa condição angustiante.

Estima-se que 1 em cada 5 homens que se apresentam com DE têm doença arterial coronariana silenciosa. Assim sendo, ate que se prove ao contrario um homem com disfunção erétil, mesmo sem sintomas cardíacos, é um paciente cardíaco. Os pacientes com gota, em geral ficaram muito satisfeitos e agradecidos que alguém finalmente perguntou-lhes sobre o seu desempenho sexual.

Em conclusão, os pacientes com gota devem ser sempre tratados, e aqueles que apresentam disfunção erétil têm uma taxa aumentada de fatores de risco cardiovascular e doença arterial coronariana silenciosa concomitante devem ser rigorosamente avaliados.

Aqueles com gota e que não apresentam disfunção erétil, porem com múltiplas comorbidades também deverão ser tratados.

Aplicações Clínicas da Tomografia computadorizada de dupla energia em Reumatologia, particularmente na gota.

Gota é uma doença crônica devido a deposição de cristais de urato monossódico (MSU) na articulação. O padrão ouro para comprovação de seu diagnóstico e a identificação microscópica de cristais de urato no liquido sinovial.

A tomografia  com dupla energia computadorizada (DECT) é uma tecnologia de imagem recentemente desenvolvida com inúmeras aplicações clínicas. Para o reumatologista, a aplicação mais interessante desta tecnologia na pratica clinica é a sua capacidade não invasiva de detectar especificamente deposição de cristais de urato monossódico nas articulações e em estruturas vizinhas.

No entanto, às vezes, o seu diagnóstico microscópico pode não ser possível, pois, existem situações em que ocorre dificuldade em se obter o líquido sinovial ou a contra-indicações para a sua aspiração. Embora algumas apresentações clínicas da gota são clássicas (por exemplo, podagra ou tofos subcutâneos), em que não é necessário a confirmação microscópica, o diagnóstico pode ser difícil (principalmente quando do primeiro surto agudo, pois, existem outras doenças que podem mimetizar um surto agudo). Neste contexto, este método não invasivos pode ser de especial interesse para a confirmação do diagnóstico.

Este método tem ainda o potencial de detectar outras anormalidades no interior da articulação incluindo a erosão do osso, tofos intraósseos por deposição de cristais, em tendões, fáscias, redução do espaço articular.
Esta técnica permite a detecção de complicações da gota, incluindo ruptura de tendão, o envolvimento do túnel do carpo, o envolvimento da coluna cervical ou lombar.

Este método, também pode ser útil para o acompanhamento da redução de cristais em consequência do tratamento, permitindo a visualização da gota em tempo real.

Procure um reumatologista para o tratamento e acompanhamento de sua evolução.

Novos Insights
Além das aplicações práticas imediatas dentro da clínica, DECT forneceu insights sobre os padrões e mecanismos da doença em gota,. Uma chave observação precoce: deposição de cristais MSU detectado pelo DECT é muito maior do que apreciado por examination. Além disso, estudos DECT elucidaram os sítios preferenciais de participação conjunta na primeira articulação MTP, médio-pé e tornozelo. Nos pés, a deposição de cristais MSU ocorre com freqüência semelhante em sites de osso e tendão, e alguns tendões, como o de Aquiles e peroneal, são mais freqüentemente afetados. 9envolvimento Entheseal, especialmente no tendão de Aquiles, também pode ser visualizada usando DECT.

As razões para tais padrões de deposição de cristais MSU são presentemente desconhecidos, e essas observações fornecem uma plataforma para novos estudos para examinar os mecanismos de formação de cristais MSU in vivo. DECT também demonstrou uma estreita relação entre o dano estrutural articular e deposição de cristais MSU; implicando interações entre cristais e estruturas dentro do conjunto no desenvolvimento de erosão óssea, formação de osso novo e danos na cartilagem em gota.

Gota: A Importancia Da Tomografia com Dupla Energia

Figura: tridimensional-rendido volume de imagem mostrando artefato nas unhas dos pés (seta), sem nenhuma outra evidência de deposição de cristais MSU.

Inconvenientes
Apesar da utilidade do DECT, existem algumas desvantagens e dificuldades que requerem consideração. Em primeiro lugar, esta tecnologia requer um hardware especializado e software, que são caros e não universalmente disponível. Isso exige o uso de radiação; a dose estimada é de 0,5 mSv por região digitalizados. Apesar de as regiões periféricas são geralmente avaliados, medição repetida frequente não é viável, devido aos riscos que se acumulam de dosagem de radiação médica.

Artefato pode distorcer as imagens em determinados sites, como dentro de pastilhas de calcanhar grosso e dos pés (veja a Figura). Desconto avaliações deveriam idealmente excluir tais áreas potenciais de artefato. As questões técnicas, tais como alterações nas configurações de razão, pode alterar substancialmente a sensibilidade e especificidade. Os limites de detecção do DECT pode ser menor do que a ultra-sonografia, e, em particular, as baixas concentrações de cristais dentro da MSU fluido das articulações não podem ser detectadas por este método de imagem.

Conclusão
Apesar destas limitações potenciais, DECT representa um avanço importante no manejo clínico e compreensão da gota. Talvez a contribuição mais valiosa foi a capacidade de visualizar a extensão da deposição de cristais MSU em exames DECT, mesmo nos períodos em que o paciente não está passando por um episódio agudo de gota aguda. Essas imagens enfatizam o conceito fundamental em relação a gota como uma doença crônica de deposição de cristais MSU. Este conceito fundamental justifica a estratégia principal para a gestão eficaz de gota, ou seja, a redução do ácido úrico no soro como uma maneira para dissolver os cristais. Além disso, as imagens pictóricas da doença fornecer uma explicação clara para a prescrição de drogas redutoras do ácido úrico. Assim DECT pode servir como uma poderosa ferramenta para a compreensão do paciente e para melhorar a adesão ao tratamento hypouricemic longo prazo.

Fonte: The Rheumatologist – maio 2014

GOTA apresenta um aumento contínuo segundo relatório publicado
online em 15 de janeiro nos Anais das Doenças Reumáticas.

A gota é uGOTA apresenta um aumento contínuo!ma doença causada pelo acúmulo de ácido úrico no sangue que se deposita nas articulações na forma de cristais causando um intendo processo inflamatório. Além de causar a artrite (inflamaçãoo das juntas) o aumento de ácido úrico pode se depositar embaixo da pele causando os tofos gotosos e nos rins causando calculose renal (pedra nos rins).

Estudos mostraram aumento contínuo na incidência de gota entre 1997-2012 . Além disso , os investigadores relataram que maioria dos pacientes não estavam sendo tratados com terapia de redução de urato, e apenas 18,6 % dos pacientes iniciaram o tratamento no prazo de 6 meses após o diagnóstico.

Tanto a prevalência e incidência de gota têm aumentado nos últimos 16 anos. E apesar de ser um tipo extremamente comum de apenas uma minoria dos pacientes que fazem o tratamento adequado.

Chang- Fu Kuo , MD , da Divisão de Reumatologia, Ortopedia e Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Nottingham, Reino Unido, e seus colegas descobriram que a prevalência de gota aumentou de 1,52 % em 1997 para 2,49% em 2012 . Um aumento similar havia sido reportado nos Estados Unidos , onde a prevalência de gota subiu de 2,7% em 1988-1994 para 3,9% em 2007-2008.

Dr. Kuo e seus colegas também descobriram que aqueles indivíduos com gota em 2012, apenas 48,48 % tiveram consultas especificamente para a gota, e 37,63% receberam medicamentos adequados.

O aumento do ácido úrico em associação com hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia (aumento do colesterol e triglicérides), diabetes e obesidade aumentam o risco da doença cárdio vascular.

“Este é um estudo muito interessante e informativo”, afirma Robert Terkeltaub , MD , professor de medicina na Universidade da Califórnia.

“A gota é uma doença extremamente bem compreendida, onde essencialmente a terapia de redução de urato é praticamente curativa. Entretanto, a qualidade do atendimento e adesão do paciente ao tratamento, permanecem abaixo do padrão, uma circunstância decepcionante e inaceitável para uma doença cada vez com maior prevalência”.

Como se trata de uma doença com tratamentos bem estabelecidos, é uma pena que os estudos mostram que os pacientes não estão controlados corretamente nos últimos 15 anos. Isso levanta uma questão sobre a forma de melhorar a gestão atual da gota, alerta os reumatologistas, Prof. Jose Goldenberg e Dra. Evelin Goldenberg.

fonte: Ann Rheum Dis. Publicado online em 15 de janeiro de 2014

Leia mais: Gota

Diagnóstico da Gota

gotaO diagnóstico da gota é feito através da história clínica do paciente e complementados por exames laboratoriais para determinar os níveis séricos de ácido úrico e outros como triglicérides, colesterol, uréia e creatinina. A pesquisa de cristais de ácido úrico no líquido sinovial, obtido através da punção da articulação comprometida é o selo de seu diagnóstico. Os raios-X simples das articulações muitas vezes permitem o diagnóstico do tofo.

Como é feito o tratamento da Gota?

O tratamento da gota deve ser personalizado e dinâmico sob estrita supervisão médica, podendo necessitar algumas alterações durante a evolução. De forma geral o tratamento enfoca três pontos:

  • Controle da crise aguda;
  • Prevenir novas crises;
  • Prevenir ou tratar os tofos.
  • A hiperuricemia assintomática não requer tratamento.

 

Gota: Considerações sobre a dieta

A dieta tem importância relativa visto que 85% do total de ácido úrico são provenientes da renovação de todas as células do organismo, e a dieta corresponde a não mais que 15%:

  • A obesidade pode estar ligada a oscilações nos níveis de ácido úrico no sangue. O controle de peso deve ser feita de forma equilibrada. O jejum prolongado ou dietas muito restritas podem levar ao aumento dos níveis de ácido úrico;
  • Na dieta visa-se a moderação, não há grandes restrições. No entanto, certos alimentos (principalmente os ricos em proteínas) podem elevar os níveis uricêmicos. Exemplos: frutos do mar, aves e carnes, legumes tipo grãos (feijão, soja, ervilha, etc.);
  • Ingerir líquidos em grande quantidade é importante para ajudar a eliminar cristais de ácido úrico do organismo e prevenir a formação de cálculos;
  • Moderar o consumo de álcool.

 

Leia mais: Gota e Cerejas é O que é gota?

 

 

O que é gota?

Gota é uma doença osteometabólica, conseqüente ao aumento dos níveis séricos de ácido úrico (denominado hiperuricemia), que se depositam nas articulações promovendo a crise inflamatória aguda.

A gota clássica pode evoluir em 3 estágios:

  1. Gota aguda (episódios agudos de inflamação intermitente em uma ou mais articulações)
  2. Período Intercritico (intervalo entre as crises agudas sem sintomas)
  3. Gota crônica (após 10 anos, sem tratamento adequado, podem aparecer depósitos de cristais nas articulações, ossos e em outros tecidos, são os chamados tofos. Estes quando se perfuram expelem material com aspecto de giz)

 

O que pode causar gota?

Todas as pessoas com gota têm hiperuricemia (ácido úrico aumentado no sangue), o que corresponde a não mais que 20% dos hiperuricêmicos. Alguns fatores podem desempenhar papel importante no seu desenvolvimento como, hereditariedade, sobrepeso, dieta, consumo de álcool e diuréticos tiazídicos.

A hiperuricemia pode ser causada por uma das seguintes situações, ou por ambas:

  • Os rins não conseguem excretar o ácido úrico de forma eficaz e este passa a se acumular no sangue;
  • O organismo produz ácido úrico em excesso.

O que pode desencadear um episódio agudo de gota?

  • Dietas com alto teor protéico
  • Ingestão excessiva de álcool
  • Uso de determinados diuréticos
  • Traumatismo articular
  • Doenças graves e súbitas
  • Quimioterapia

Associação com outras doenças:

  • Doença renal: nefropatia aguda ou crônica por deposição de urato e nefrolitíase (cálculos renais) ocorre em 10 a 25% dos casos;
  • Hipertensão arterial sistêmica (25 a 50% das pessoas)
  • Obesidade;
  • Dislipidemia (80% têm associado elevação de triglicérides)
  • Doenças cardio-vasculares (infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral)

Quem é mais afetado pela gota?
A gota afeta tipicamente homens, na faixa de 40 a 50 anos de idade. Em mulheres é menos freqüente e com aumento após a menopausa e utilização de diuréticos tiazídicos.

Evolução clínica da Gota

Gota Aguda
O episódio agudo de gota se desenvolve de forma rápida, geralmente com início durante a noite, com aparecimento de sinais inflamatórios intensos (dor, edema, calor e vermelhidão) na articulação comprometida, sendo regra geral uma articulação afetada em cada crise. A articulação mais afetada é a primeira metatarsofalangeana do pé (podagra), podendo também ocorrer em tornozelos, joelhos e cotovelos. Por vezes, a crise atinge duas ou mais articulações.

Período Intercritico
É o intervalo entre as crises. Com a evolução da doença o período intercrítico tende a se tornar menor e as crises agudas mais freqüentes e prolongadas.

Gota crônica ou avançada
As crises repetidas, por 10 anos ou mais, tendem a lesar as articulações sucessivamente comprometidas, provocando rigidez e limitação do movimento. Neste período ocorre o aparecimento de tofos.

Gota e Cerejas

O Comer Cerejas, Além De Ser Delicioso Pode Ajudar Na Redução Das Crises De Gota!

Gota e Cerejas

Recente estudo publicado na revista do Colégio Americano de Reumatologia (ACR), avaliou durante um ano 633 pacientes com crise de gota utilizando um questionário on line,. Esses pacientes foram convidados a observar, entre outras coisas, a data em que suas crises de gota começaram, os medicamentos que estavam tomando, e se tinham consumido cerejas ou seu extrato durante os dois últimos dias que precederam a crise.

Os pesquisadores constataram que aqueles pacientes que relataram ter consumido ½ xícara de cerejas por dia (cerca de 10 ou 12 cerejas) ou tomado o extrato, tiveram 35% menos probabilidade de ter uma crise, do que aqueles que não comeram cerejas.ou extrato.

Os pesquisadores observaram que o risco de ataque de gota diminuiu à medida que o consumo de cereja (fruta ou de extratos ) aumentou, no entanto, que esta conclusão só era válido para o consumo de até três porções ao longo de dois dias e, abaixo desse período o grau de redução do risco permaneceu estável.

Observou-se também que aqueles pacientes que consumiram cerejas e fizeram uso de alopurinol, medicação utilizada para o controle do ácido úrico, tiveram uma redução de 75 % de risco de crise de gota.

A crise de gota tem-se mostrado com maior incidência, cada vez mais comum, uma artrite, muito dolorosa em razão de o organismo produzir excesso de ácido úrico, que se deposita nas articulações, desencadeando inflamação e dor.

Os homens são mais propensos a ter a gota do que as mulheres, apesar de que a incidência e o risco nas mulheres tem aumentado progressivamente, particularmente após a menopausa. Outros fatores de risco incluem uso de diuréticos , hipertensão arterial não controlada, diabetes, colesterol alto, uso abusivo de álcool, e uma história familiar de gota.

A gota normalmente é tratada com medicações prescrita pelo medico reumatologista, mas existem casos em que a terapêutica nem sempre se tem sucesso.

A comunidade médica tem demonstrado muito interesse em saber como a dieta e o estilo de vida pode influenciar e desencadear as crises gota.

A Cerejas já foi estudada em situações anteriores, e ela têm sido apontada tendo efeitos potencialmente benéficos sobre o ataque gota, embora não se saiba qual o principio ativo que a mesma possui. Acredita-se talvez possuir propriedades antiinflamatórias, devido a presença em parte de uma substancia conhecida como antocianinas, a qual pode combater a inflamação relacionada com a gota, ou pode de alguma forma alterar a quantidade de ácido úrico no sangue.

De qualquer forma, é uma delicia comer cerejas, mas a medicação prescrita deve ser continuada, pois, ainda são necessários muitos estudos para comprovar esses benefícios.